sexta-feira, 18 de julho de 2008

Eduardo Dantas, Manoel Farias, Oliveira Júnior & Ricardo Vidal

Complexo Turístico - Etiópia























.
.
.
O empreendimento Ghion Grand Resort está localizado em Addis Ababa, capital e maior cidade da Etiópia, com uma população estimada de 2.973.000 habitantes (dados de 1 de julho de 2006). Sendo uma cidade multi-cultural, contém até 80 nacionalidades e línguas diferentes, como também comunidades Cristãs, Muçulmanas e Judias. Situa-se no centro da Etiópia a uma altitude de aproximada de 2440 metros.O terreno do conjunto se situa em uma área estratégica, com limites consideráveis, aumentando sua importância:
• ao norte, o moderno Palácio do Jubileu (Jubilee Palace), que foi terminado para comemorar o jubileu de prata da coroação do Imperador Cristão Etíope Haile Selassie I (ou Tafari Makonnen; ou ainda Ras Tafari), governante do país de 1930 até sua morte, em 1975. O local é sede de uma coleção de animais selvagens indígenos raros;
• ao sul encontra-se a Praça Meskel ou Praça da Santa Cruz (Meskel Square). Aqui é celebrada a festa de mesmo nome, onde se é erguido um enorme montante de plantas e troncos coberto de flores amarelas, encimada por uma enorme cruz;
• a leste, com acesso através da Avenida Menelik II (que também acessa o Jubilee Palace), se localiza a sede da Comissão Econômica da ONU para a África, braço regional da ONU no continente que apóia o desenvolvimento econômico e social dos seus 53 países membros, fomenta a integração regional e promove a cooperação internacional para o desenvolvimento africano;
• a oeste, a Avenida Ras Desta Damtew e o Addis Ababa Stadium completam a localização do complexo.
O projeto do complexo turístico, incorporando um elemento icônico de parque temático como a peça central do desenvolvimento, consta de um hotel, um shopping center, três torres residenciais, um resort e um parque aquático.
.
WATER PARK
• O Parque Aquático é um ambiente imersivo composto por um complexo de piscinas e cascatas, jump platforms e “tobogãs”, envolvida por elevações rochosas e uma abundante vegetação, que remetem a uma área o mais natural possível.
• Trata-se de uma área fechada onde é permitido apenas o tráfego de pedestres.
• Foi concebido com uma forte integração com o Resort proporcionando ao hóspede uma experiência singular que se inicia partir do tráfego criado pelas pontes suspensas de ligação com o Parque.
• Este equipamento foi planejado para proporcionar o máximo de diversão e entretenimento aos usuários através de áreas destinadas às atividades aquáticas, gastronômicas e comerciais.
• Uma cascata com quinze metros de altura é a atração principal que se prolonga por um rio artificial e desemboca numa enorme piscina.
• O Parque Aquático será uma das âncoras para o projeto, com a localização e configuração definida pela inter-relação entre as atrações, sua instalação em si tornar-se-á um ícone agregando valor para todo o Complexo, principalmente para o Resort.
• Os hóspedes ao ingressarem no Complexo através do acesso do Parque irão transpor um grandioso portal temático em rota para o Resort, Hotéis e Shopping Mall,
• O Parque Aquático será composto por uma mistura de diversas atrações, amenidades e componentes temáticas destinadas a melhorar a experiência dos hóspedes e complementar as atrações. A inclusão de restaurant, snack bars and store, irá incrementar os atrativos do parque.
• O Parque Aquático será um destino onde toda a família vai poder entrar, divertir-se bastante, almoçar, lanchar, tomar uns drinks e fazer compras.
.
RESORT
• Composto de três generosos espaços, o Resort abriga um setor dedicado a hospedagem, convenções, administração e serviços; área de lazer, composta de piscinas, bares, quadras esportivas, piscinas, decks, bares, fitness club, passeios e espaços ajardinados; e a área de chalés, distribuídas ao logo de piscinas com desenhos orgânicos e em meio a uma vasta área verde.
• O Resort é concebidos como um ambiente temático e imersivo coerente com o enredo para o Reino de Sheba Resort.
• A partir de todos os quartos do hotel pode-se vislumbrar a paisagem do resort, a arquitetura exótica, os densos jardins e as áreas públicas e de piscina.
• Os chalets implantados a leste foram banhados por sinuosas piscinas e distribuídos em níveis decrescentes de forma a liberar as visuais da porção mais baixa do terreno. Distribuídos com o maior afastamento possível entre as edificações, de modo que os espaços gerados entre os mesmos possam ser generosos e amplamente ajardinados.
• Além disso, esta área é privilegiada pela presença do lago do complexo, o que possibilita um espaço de contemplação e relação com a natureza, característica marcante dos resorts.
• O Resort possui uma forte proximidade com o Shopping Mall e o Parque Aquático, formando junto com estes um núcleo central de interesse e desenvolvimento do Complexo.
• O Shopping Mall reúne atividades de comércio, serviço e entretenimento que proporcionará toda a comodidade e conforto para os hóspedes do Resort e o mínimo de deslocamento.
• Os hóspedes terão inigualável acesso às atrações, amenidades e conveniências em oferta no Complexo ao mesmo tempo em que serão fornecidas todas as comodidades esperadas de um recreativo resort hotel neste contexto.
• A interconexão entre os empreendimentos adjacentes serão usados para garantir um ambiente coeso dentro das limitações inerentes a cada componente.
• Suplementarmente o hotel desfrutará de um excelente serviço de restaurante, entretenimento noturno, praças abertas, além de instalações dedicadas a eventos, convenções e conferências.
• A natureza do Resort e a articulação deste com todo o Complexo irá garantir que os hóspedes tenham à sua disposição todos os requisitos para uma agradável estada sem ter de sair do perímetro da propriedade.
.
SHOPPING MALL
• O Shopping Mall situado na porção central do Complexo Arquitetônico organiza todos os setores do empreendimento em torno de si, e interliga os demais componentes através das vias de acesso e das áreas de estacionamento.
• O conjunto arquitetônico envolve também duas torres do hotel boutique totalmente integradas e conectadas através do lobby localizado no hall de acesso principal do Shopping.
• O partido arquitetônico escalonado em patamares ajardinados está impregnado de referências temáticas a cultura local no que se refere aos materiais empregados e a forma do edifício, conformando uma coesão formal com os demais equipamentos do empreendimento.
• Dotado de um variado mix de comércio e serviços, o shopping abrigará desde pequenas lojas até grandes magazines, além de serviços bancários, área para jogos, cinema, praça da alimentação, bares e cafés.
• A Proximidade com o Resort e o Hotel Boutique conferem extrema facilidade de acesso, conforto e conveniência para os hóspedes.
.
HOTEL BOUTIQUE
• O Hotel Boutique está encravado acima do Shopping Mall e totalmente integrado ao mesmo. Adjacente ao hall de acesso principal do shopping localiza-se a área do lobby do hotel e a administração, enquanto que no pavimento de estacionamento encontra-se as áreas de apoio e serviços.
• Composto por duas torres interligadas pela circulação vertical e escalonadas através de pátios ajardinados.
• Logo acima do último pavimento do shopping foi locada a área de lazer e gastronômica do hotel. Deste modo é possível descortinar os jardins e a área de bares acima do shopping, assim como uma visão panorâmica privilegiada de todo o Complexo Arquitetônico.
• Cada uma das torres do hotel permite uma percepção peculiar e diversificada do Complexo. Enquanto que da torre oeste é possível contemplar principalmente toda a área do Parque Aquático, da torre leste vislumbra-se o Residencial e o Resort.
.
RESIDENCIAL
• O Setor Residencial está situado a sudeste entre o Shopping Mall a oeste e o Resort ao norte. Composto por três torres, com 35, 40 e 45 pavimentos de apartamentos, conectados por praças intermediárias repleta de jardins, deques, espelhos d’água, playgrounds e piscina.
• O acesso social definido por uma grande casca de vidro se dá através de um lobby com pé-direito duplo e está diretamente ligado ao Shopping mall através de uma passarela em concreto de onde o visitante visualizar a exuberante paisagem circundante e a área de lazer e os chalets do Resort.
.
ESPAÇOS / ESTRADAS / ESTACIONAMENTO / SERVIÇOS
• O arranjo espacial interno foi definido de modo a proporcionar um layout racional, porém com nuances espontâneos, intuitivos e fortes elementos visuais que organizassem a percepção geral dos componentes dentro do Complexo de forma a permitir que os usuários pudessem orientar-se por si próprios.
• O acesso ao empreendimento se dá através de três portais temáticos que delineiam e emolduram o fluxo de pessoas e veículos ao interior do Complexo Arquitetônico.
• O Setor Residencial possui acesso exclusivo, porém com ligação ao Shopping Mall e a partir deste as demais dependências do Complexo.
• As áreas de estacionamento, exclusive a do Setor Residencial, foram locadas na interseção entre o Parque Aquático, o Resort e o Shopping Mall / Hotel Boutique. Para liberar o máximo de espaço para as principais edificações do Complexo a maior parte do estacionamento, assim como o setor de apoio e serviços ficaram ocultos num nível abaixo da área do Shopping.
.

.

Ficha técnica

Arquitetura: Eduardo Dantas, Manoel Farias, Oliveira Júnior & Ricardo Vidal
Colaboradores: Bruno Atayde, Rafaella Queiroga, Rodrigo Viana & Silvana Chaves
Consultor: Leonardo Tavares
Tradução: Lara Esmeraldo, Manoel Farias & Mario Lyra.
Contratante: Riva Digital
Local: Adis Ababa, Etiópia, África
Projeto: 2008
Terreno: 137.439m²
Apresentação e Imagens: Riva Digital
Modelagem Mall / Hotel Boutique: Rodrigo Rathge

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Marco Suassuna

Residência no Altiplano Cabo Branco











.
.
Ficha técnica
.
Projeto: Residência unifamiliar
Local: João Pessoa / PB
Construção: engenheira Maria Lúcia
Revestimentos: Portobello
Granito: Oficina do Granito
Esquadrias de Madeira: Oficina da Madeira
Esquadrias de Alumínio: Guerral
Vidros e Inox: Casa e Cor
Piso: Elizabeth Porcelanato
Fotos: Omar Brito
E-mail: marcosuassuna@gmail.com
.
Publicada originalmente em: www.artestudiorevista.com.br

domingo, 6 de julho de 2008

Snøhetta

Karmøy Fishing Museum









.
.
Situada na rochosa costa oeste norueguesa, o Karmøy Fishing Museum foi patrocinado por uma fundação privada e dedica-se a cultura da pesca da região. O local em si é relativamente livre de outras estruturas e envolve uma pequena enseada e uma coleção de formações costeiras.
Ao invés de recriar uma edificação tradicional exclusivamente para fins de exibição, o novo museu se deifne como uma estrutura mais neutra, cuja forma é delicadamente inserida na paisagem.
Embora o edifício possua caráter dominante, representando a sua importância como instituição, o mesmo está relacionado com escala das principais características paisagísticas do entorno natural.
O partido arquitetônico incorporou ainda uma técnica de telas tecidas em madeira a partir de um arbusto costeiro nativo chamado Einer . Esta técnica artesanal local contribuiu para integrar ainda mais a forma contemporânea com seus arredores.
O interior é aberto e flexível, permitindo que o conteúdo possa ser reorganizado facilmente ao longo do tempo. A entrada foi disposta ao lado de um longo retângulo com a finalidade de se transformarem uma grande janela com ampla vista para o mar.
A última expressão do desenho faz lembrar as simples estruturas desenvolvidas localmente pela indústria da pesca, ainda que articulada em uma forma contemporânea e única.
.
.
Ficha técnica
.
Arquitetura: Snøhetta
Local: Karmøy, Noruega
Área: 500 m²
Cliente: Karmøy Trust
Construção: 1996
Site: www.snoarc.no

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Amaro Muniz

Atelier do arquiteto - AMC Projetos e Consultoria


.
Amaro Muniz Castro pertence a uma geração de arquitetos paraibanos formados pela escola pernambucana de Luís Nunes, Acácio Borsoi e Delfim Amorim . O momento mais intenso da sua produção arquitetônica, a frente da AMC Projetos e Consultoria, compreende as décadas de 70 e 80.
Sua obra, reconhecida pelos criativos arranjos espaciais e elegantes composições formais, situa-se no limiar entre o erudito e o vernacular. Como professor do curso de arquitetura e urbanismo da UFPB, desde o início da sua criação, vem influenciando as novas gerações de arquitetos paraibanos.
Mesmo depois de ter desativado seu atelier na rua Machado de Assis, no centro de João Pessoa, continua dedicando-se ativamente à arquitetura, principalmente no setor público através da prefeitura municipal de João Pessoa.
Exímio desenhista e intransigente apaixonado pela arquitetura é uma referência segura no universo arquitetônico contemporâneo.


Detalhe da pérgola do estacionamento
.

Detalhe do tubo de queda de águas pluviais

.

Painel em pedra na fachada

.
.
Ficha técnica
.
Arquitetura: Amaro Muniz
Local: Centro, João Pessoa - PB
Imagens: Oliveira Júnior

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Jorge Wilheim

Mão escondida projeta arquitetura medíocre
.
.
Ao examinar os projetos imobiliários que abundam em nossos jornais, noto que ultimamente a cor verde predomina: oferece-se à venda a paisagem vista da janela - um parque longínquo ou o jardim, por vezes bem elaborado, que constituirá o verde privativo de quem pode. Recentemente até se oferece um simulacro de vida urbana, ao propor-se - imaginem! - uma rua, como aquelas de verdade - lembram? - em que as crianças se conheciam e brincavam; agora, porém, rua privativa, também para quem pode. Em alguns casos se oferece um centro esportivo ou um spa, de diminutas proporções, só para mencionar.
.
Simulacro de paisagem urbana, simulacro da sociedade reduzida a condôminos, simulacro de cidade. Parece que o mercado, mesmo usando sua mão escondida - diferente da mão invisível de Adam Smith (1723-1790), segundo o qual ela transformaria interesses individuais em bens sociais -, ainda não conseguiu apagar a lembrança de que a propriedade a ser vendida se situa numa cidade real, gerando um simulacro, exclusivo e excludente. Não nego a demanda por segurança que está na sua origem, mas questiono a falta de criatividade das soluções.
.
Quando plantas dos apartamentos são publicadas, espanta-me a similitude dos programas e dimensionamentos: parece que há um único protagonista a desenhar com sua "mão escondida" todas as plantas, com iguais dimensões dos quartos, denominações sempre que possível em inglês e a presença inevitável, esta brasileira, da churrasqueira.
.
O que não se publica é o nome do arquiteto autor desses projetos! A "mão escondida" o apagou, seja por não considerá-lo importante a ponto de figurar ao lado do decorador, do paisagista e dos realizadores do empreendimento; seja porque o próprio arquiteto não se sinta à vontade com o resultado. Se arquiteto existe, como entender, tiradas poucas exceções, o descaso com a estrutura e com a fachada, geralmente um aplique colado, muitas vezes imitando um paupérrimo estilo neoclássico?
.
Ao percorrer a cidade, vejo, com espanto, o resultado disso: um descalabro arquitetônico, na profusão grotesca e gigantesca de fachadas sem caráter, uma acúmulo de mediocridade preenchendo a paisagem urbana, num completo descaso com a rua em que cada prédio se localiza, ao atulhá-la com trânsito que não pode suportar e uma seqüência de grades, muros, muralhas com guarita, por vezes parecendo-se com presídios. Expressão voraz e predatória do privado não-urbano, recusa da cidade e da vida societária, exclusão ostensiva de tudo o que é público, de todos.
.
Onde estão os arquitetos herdeiros de mestres da arquitetura residencial? Não mais se encontram, e perdoem a generalização, pois exceções certamente existem, projetos que emulem os esplêndidos edifícios Esther (Vital Brasil), Prudência (Rino Levi), Louveira (Artigas), General Jardim (O. Bratke), Mena Barreto (Aflalo e Gasperini), Guaimbé (Mendes da Rocha), Higienópolis (Heep), Sto. André (Pilon), Copan e Eiffel (Niemeyer) - todos exemplos de boa arquitetura, forte identidade, criatividade, bom ambiente para os seus moradores, enriquecendo a paisagem de suas ruas. E, na ocasião, bem vendidos, com lucro para seus empreendedores...
.
Enquanto os edifícios residenciais de hoje se apresentam uniformes e medíocres, de autoria anônima, a cidade apresenta bons projetos comerciais e institucionais, revelando a existência de empreendedores mais generosos e o trabalho sério de excelentes arquitetos(...)
.
Há, portanto, salvação possível. Os empreendimentos poderão produzir lucro mesmo com projetos bons, livres da mão escondida que impõe programas, dimensões, estilos. Para fugir da mediocridade haveria alguns passos a dar.
.
Do lado dos empreendedores - embora a lógica do sistema os leve a não se preocuparem com a cidade, e sim apenas com o lote -, tomar consciência de que o campo de ação de seu negócio ficará mais restrito e mais caro à medida em que, por sua ação predadora, ruas e bairros forem sendo destruídos. Por outro lado, se o corretor de vendas ou quem contabiliza o investimento substituir os arquitetos nos momentos cruciais de elaboração de projetos, põe-se a perder a principal contribuição desses profissionais.
.
Do lado dos arquitetos, estranho o silêncio obstinado das entidades de classe, dos críticos de arquitetura, da imprensa especializada. A Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) - de cuja criação participei - limita-se a se alinhar ao lado da associação de seus clientes, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi), sem respeitar a natural diferença de enfoques e de interesses a defender. Pois nem sequer exigem que o nome do autor de projeto seja obrigatoriamente enunciado...
.
Compreende-se que o Sindicato dos Arquitetos permaneça silencioso nesta questão, pois a precariedade de contratação e o elevado número de profissionais concorrentes não estimula o debate, arriscando o emprego. Mas não compreendo o silêncio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), veneranda instituição presente em momentos decisivos de nosso desenvolvimento, que tergiversou na discussão do Plano Diretor Estratégico e agora silencia no momento em que este é ameaçado de desfiguração, deixando a tarefa a outras organizações da sociedade civil. Seu papel tradicional em defesa da arquitetura e da cidade, papel cultural e social, deveria levá-lo a levantar os problemas que aponto neste artigo, liberando-me, aliás, do constrangimento de escrevê-lo...
.
.
Jorge Wilheim é arquiteto e urbanista
.

terça-feira, 1 de julho de 2008

57Studio

Casa - Peluqueria Blaitt & Sasso











.
.
Ficha técnica
.
Arquitetura: 57Studio
Colaborador: Felipe Zamora
Construção: 57Studio
Cálculo estrutural: Roberto Ibaceta
Localização: Padre Hurtado Norte 2207, Vitacura - Chile
Área construída: 154m² / 350m²
Cliente: Constanza Blaitt / Francisco Blaitt
Fotos: 57Studio / Luly Pozo
Site: www.57studio.com