quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Paulo Macêdo

Condomínio Bosque das Orquídeas


















.
.
Ficha técnica
.
Arquitetura: Paulo Macêdo
Colaboradores: João Pedro Mazzaro e Vladimir Luksys
Imagens 3D: Lampstudio
Ano do projeto: 2005
Local: João Pessoa - PB


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Glauco Campelo

Terminal Rodoviário de João Pessoa
André Feitosa Martins Ferreira (1)
.






Planta baixa térreo Terminal Rodoviário de João Pessoa
Planta baixa mezanino Terminal Rodoviário de João Pessoa


Cortes Terminal Rodoviário de João Pessoa

.
.
As obras do novo Terminal Rodoviário de João Pessoa foram iniciadas em 1974 na administração municipal de Dorgival Terceiro Neto, mas os pessoenses e os visitantes da capital paraibana tiveram que esperar oito anos para o término da construção, e a nova estação Rodoviária foi inaugurada em 22 de janeiro de 1982, no governo de Tarcísio Burity.( A UNIÃO, janeiro de1982 ).
.
A partir das cinco horas da manhã, os ônibus chegaram a plataforma, que foi lotada pelos usuários que rumavam para as diversas cidades do interior paraibano. Todos eles demonstrando uma certa alegria e surpresa com a beleza e grandeza da nova estação rodoviária já tão habituados com a falta de condições do velho prédio do terminal de ônibus, próximo a feira da primavera ( A UNIÃO, janeiro de1982 ).
.
O novo Terminal Rodoviário de João Pessoa, que se constituía num dos mais modernos do nordeste, segundo as manchetes de jornais da época, como A UNIÃO, foi projetado pelo arquiteto paraibano Glauco Campelo e pelo arquiteto carioca Luiz Pinho ambos foram colaboradores de Oscar Niemayer.
.
Campelo trabalhou com o Niemayer no Centro de Arquitetura da UnB em 1962 e no desenvolvimento do projeto da sede Mondadori, em Milão. Já Luiz Pinho na Argélia e em Paris. Desde 1975 mantém escritório com Glauco Campelo.(Revista Módulo- Edição Especial Arquitetura – Número 01 – Março de 1981 ).
.
O Terminal Rodoviário de João Pessoa foi construído no vale do rio Sanhauá no bairro do Varadouro, localizado na rua Francisco Londres s/n, no centro antigo da cidade, em uma área alagada de mangue que teve que ser aterrada. Os arquitetos tiveram a simplicidade, funcionalidade e economia como objetivos na concepção do edifício. Além disso, a solução adotada para o Terminal permitiu a possibilidade de construção em etapas sem que interferi-se com o funcionamento da estação.
.
O projeto vencedor do concurso para o Terminal Rodoviário de João Pessoa utiliza uma feliz combinação de telha auto-portante em aço pré-pintado sobre estrutura em concreto armado. A estrutura é constituída por pórticos, com vinte cinco metros de vãos e balanços de quinze metros, espaçados a cada dez metros e interligados por vigas de contraventamento nas extremidades dos balanços e no meio do vão, onde se localiza uma clarabóia (revista PROJETO, janeiro de 1981).
.
Apesar de não possuir fechamentos laterais devido aos grandes beirais, a iluminação natural proporcionada pela clarabóia é insuficiente, tornando o ambiente escuro, sendo necessário em algumas áreas o uso da iluminação artificial durante o dia.
A volumetria resultante foi gerada pela necessidade de obter uma leitura plástica o mais simples possível, a linearidade da coberta, os balanços generosos e as grandes distâncias entre os pilares proporcionam a estrutura de concreto uma sensação de leveza que é característica do terminal.
O novo edifício, em momento algum, veio competir com a arquitetura do bairro do Varadouro ou com a paisagem do vale do rio Sanhauá. Mas, mesmo assim, se tornou um marco na arquitetura da cidade, expressando os ideais modernos aliando a forma e a função à vida urbana tão agitada.
O sistema estrutural e a forma com que o edifício se adaptou a topografia do terreno, permitiu que o programa se desenvolvesse em três níveis, com cotas variando entre 0,00, + 1,30 e -1,30 onde os acessos se dão com apenas um lance de rampa. O nível 0,00 é formado pelo local de chegada dos usuários, agências, bilheterias, estacionamento e praça de táxi. Na cota -1,30 estão localizados o salão de espera, banheiros, setores de operação, administração e serviço. No mezanino + 1,30, se localiza toda parte comercial, com lojas, lanchonetes e restaurantes.
.
A nova estação possui trinta e duas plataformas, dois portões de embarque e um de desembarque, uma cabine para controle de chegada e saída dos ônibus, trinta e três guichês para compra de passagens, um setor de informações; dois boxes para embarque de bagagens; para assistência social e serviços de urgência médica; sala para juizado de menores; para policia rodoviária; DER e DNER. Um setor administrativo; posto telefônico; agencia dos correios; um setor de guarda volumes; todo mobiliário, bancos telefones públicos, bebedouros e seis banheiros masculinos e femininos. No piso superior funciona lojas; restaurantes; lanchonete; bancas de revista (A UNIÃO , janeiro de 1982).
.
As generosas marquises com 15 metros de balanço, protegem de um lado o acesso ao terminal e a aglomeração de pessoas para a aquisição de suas passagens em dias de grande demanda. Do outro lado proporciona proteção ao desembarque e embarque de passageiros, permitindo que o usuário tenha acesso ao ônibus protegido das intemperes.
.
.
Notas
.
1 Este texto foi extraído a partir da monografia de conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo do UNIPÊ realizada pelo aluno do , André Feitosa Martins Ferreira de 2004, sob a corientação do Prof. Marcos Santana.

domingo, 14 de outubro de 2007

Ulysses Petrônio Burlamaqui

Condomínio Presidente João Pessoa
Ana Sabrina Cardoso, Anna Raquel Guedes, Clarissa do Carmo, Kelly Cabral, Leila Vasconcelos, Nalygia Fernandes (1)




.

O Condomínio Presidente João Pessoa, conhecido como “dezoito andares”, se localiza na esquina formada pelo cruzamento da Av. General Osório e Rua Peregrino de Carvalho.

O projeto do arquiteto Ulysses Petrônio Burlamaqui foi aprovado em 02 de dezembro de 1957, sendo as obras iniciadas por uma construtora francesa no ano seguinte e concluídas por volta de 1962.
Antigamente funcionava no local a Orquestra Sinfônica da Paraíba, que era dona do terreno e o cedeu na condição de receber o quarto andar da edificação. Entretanto, ainda durante a construção, a própria Orquestra negociou o andar.
O Instituto de Aposentadorias e Pensões da Paraíba (IAPB), atualmente administrado pelo INSS, entrou com um convênio junto a Caixa Econômica Federal para a construção do Edifício Sede do IAPB.
O objetivo de se construir apartamentos residenciais do sexto ao décimo sétimo andar, foi destiná-los aos funcionários do Banco do Brasil que os recusaram por conta do local. Logo, tentou-se vende-los aos funcionários de bancos particulares.
O edifício apresenta 49 unidades habitacionais, sendo 04 apartamentos por andar. Estes apresentam dois tipos de plantas diferindo em sua disposição, onde os maiores (situados nas extremidades) possuem três quartos e os menores (situados no centro) possuem dois quartos. Existem ainda quatro elevadores, não possui gerador de energia e a caixa d’água está localizada no primeiro pavimento.
No primeiro andar, com a entrada voltada para a Praça Aristides Lobo, funcionava uma farmácia vinculada ao INSS e hoje inutilizada. No segundo andar está instalado o atendimento pediátrico e o consultório odontológico (CAME). No terceiro e quarto pavimento, setores do INSS.
No quinto pavimento existe um mezanino destinado à realização de festas, porém os moradores dizem que o excesso de ventilação impossibilita o uso da área.
A obra segue os princípios do Modernismo, apresentando assim, varias características desse estilo: Uso de pilotis (que proporciona uma planta livre); panos de vidro; linhas retas; poucos elementos decorativos; racionalismo; uso do concreto.
A base do edifício é um bloco maciço revestido por pastilhas de porcelana na sua entrada principal. Na parede do centro odontológico existe uma janela de correr com esquadrias de madeira. A lateral deste bloco, voltada para a Rua Peregrino de Carvalho, está revestida com bloco cerâmico vazado. Nesta fachada existe ainda um acesso para o
serviço pediátrico. A lateral voltada para a Praça Aristides Lobo é composta por brises. O lado da base voltada para o teatro Cilaio Ribeiro se dá por uma extensa parede de alvenaria “acabada”.
Na parte do prédio onde se localizam os apartamentos, a fachada voltada para a Rua General Osório é de alvenaria, possuindo esquadrias de madeira. Já a fachada voltada para a Rua Peregrino de Carvalho é composta por esquadrias contínuas e moduladas, sendo as portas compostas por duas folhas móveis em madeira e três bandeiras do tipo basculante. Os peitoris são barras metálicas verticais, amarradas por barras horizontais que são divididas por pilares também metálico. A fachada voltada para a praça é idêntica à fachada voltada para a Avenida General Osório. Já a voltada para o teatro é composta por cobogós cerâmicos e alvenaria. As esquadrias são de madeira.



.

Notas.


1 Este texto foi redigido a partir dos resultados de uma pesquisa realizada pelos alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo/UNIPÊ, Ana Sabrina Cardoso, Anna Raquel Guedes, Clarissa do Carmo, Kelly Cabral, Leila Vasconcelos, Nalygia Fernandes , para a disciplina Restauração e Revitalização I, de 2005, sob a coordenação do Prof. Jussara Bioca e Maria Helena Azevedo.

.

..
Ficha técnica


Arquitetura: Petrônio Burlamaqui

Local João Pessoa

Ano do projeto: 1957

Ano da obra: 1962

Fotos: Wellington Barbosa

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Acácio Gil Borsoi

Residência Otacílio Campos































.
Ficha técnica
.
Arquitetura: Acácio Gil Borsoi
Ano: 1968
Local: João Pessoa - PB
Fotos: arquivo pessoal do arquiteto





Sandra Moura

Florense João Pessoa




quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Fernanda Figueiredo, Katiana Guimarães, Leopoldo Teixeira, Marco Suassuna & Sandra Moura

Fórum Cível de João Pessoa



Praça de acesso


Volume do auditório em primeiro plano


Fachada lateral


Rasgos laterais


Monumentalidade - vista da rua


Recepção


Recepção


Vazio Interno


Curva do auditório contrapõe-se a rigidez geométrica do conjunto
.

.

Ficha técnica
.
Arquitetura: Fernanda Figueiredo, Katiana Guimarães, Leopoldo Teixeira, Marco Suassuna & Sandra Moura
Fotos: Diego Carneiro
Originalmente publicada em: www.artestudiorevista.com.br