quinta-feira, 17 de março de 2011

Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos

Apresentação

Tendo em vista que a maioria das publicações que se encontra é sobre arquitetos já renomados e que atuam em realidades sócio-econômicas bastante distintas da nossa, nem sempre é possível ver em suas práticas algo passível de aplicação à nossa atividade cotidiana.
Ao mesmo tempo, a procura de uma identidade para a arquitetura latino-americana vem sendo questionada, visto que, no atual mundo globalizado, torna-se difícil estabelecer elementos regionais que possam unir, em um estilo latino-americano, a arquitetura de seus diversos países. Não há dúvidas, no entanto de que questões políticas, sociais e econômicas acabam por aproximar a produção arquitetônica desses países.
Nos últimos anos, desenvolve-se na América Latina uma produção arquitetônica de valor, através de sua nova geração de arquitetos. Geração essa que vêm provando que, em meio à escassez de recursos e de tecnologias muito avançadas, é possível fazer uma boa arquitetura.
Assim, pareceu adequado explorar como esses arquitetos, inseridos em contextos similares, vêm respondendo de forma inovadora às questões contemporâneas, propondo novas maneiras de se pensar e fazer arquitetura, gerando novas formas de se viver as cidades, de se relacionar com os espaços e de se utilizar novos materiais e técnicas construtivas de forma mais racional, econômica e criativa. Mais do que quais são as novas respostas que esses arquitetos estão dando, interessa-nos saber quais são as perguntas que eles identificam como importantes e buscam responder através da arquitetura.

Palestrantes Confirmados


SEBASTIÁN IRARRÁZAVAL (Chile)
http://www.sebastianirarrazaval.com/




Nascido em Santiago, no Chile, em 1967 recebe o grau de Arquiteto pela Pontifícia Universidade Católica do Chile em 1991. Em 1993 recebe uma bolsa de estudos do Conselho Britânico para pós-graduação em Urbanismo na Architectural Association de Londres. Em 1999 recebe o prêmio AOA (Escritórios de Arquitetura Association) para os mais notáveis jovens arquitetos. Ensina ateliê de design na Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica do Chile desde 1994. Ensinou na Universidade de Arizona, Universidade Central de Caracas e do Massachusetts Institute of Technology, em Boston. Tem participado em Bienais de Arquitetura de Santiago, México e Veneza e expôs seus trabalhos na UIA em Barcelona.
Colabora com revistas especializadas e jornais e publicou seu trabalho no Chile e no exterior. Recentemente, Irarrazával participou da exposição "Jovens Arquitetos lbero-americanos” na Universidade de Harvard e da
"Espaço Contemporâneo, no Chile", exposição organizada pela União dos Arquitetos Catalães em Barcelona e na Bienal de Veneza.


AL BORDE (Equador)

http://www.albordearq.com/



AL BORDE é um grupo formado por David Barragan e Pascual Gangotena com a intenção de pesquisar estratégias arquitetônicas construtivas, otimizando os recursos materiais. Seus trabalhos desenvolvem-se em uma perspectiva sustentável, buscando alcançar um equilíbrio entre uma vertente econômica, social e ambiental. Pesquisas que levaram a colaboração interdisciplinar junto a músicos, artistas, atores, designers, publicitários, etc.
David Barragan - Arquiteto formado pela Universidad Católica Del Ecuador, 2005. Professor da Faculdade de Desenho e Artes da Universidad Católica Del Ecuador, desde 2007 e da Facultad de Arquitectura da Universidad Internacional Del Ecuador, desde março de 2009
Pascual Gangotena - Arquiteto formado pela Universidad Católica Del Ecuador em 2006. Professor da Faculdade de Desenho e Artes da Universidad Católica Del Ecuador, desde 2008 e da Facultad de Arquitectura da Universidad Internacional Del Ecuador, desde março de 2009.
Prêmio pelo projeto CASA ENTRE MUROS, 20+10+X ARCHITECTURE AWARD, TERCER CICLO 2009 - WORLD ARCHITECTURE COMMUNITY.

ADAMO-FAIDEN (Argentina)http://www.adamo-faiden.com.ar/


Sebastian Adamo e Marcelo Faiden são arquitetos formados pela Faculdade de Arquitetura Desenho e Urbanismo da Universidade de Buenos Aires e doutorandos na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona. Desde o ano de 2005 trabalham associados desempenhando simultaneamente o papel professores de projeto da Universidade de Buenos Aires. Expuseram sua obra no museu Guggenheim de Nova Iorque e na Bienal de Arquitetura de Veneza. Seus trabalhos foram publicados em um livro monográfico editado pela Pontífica Universidade Católica do Chile e premiados com a medalha de ouro da XII Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires.



Somos um estúdio de arquitetura com base em Montividéu estabelecendo nossa prática desde a atuação acadêmica e profissional. Duas frentes diversas e complementares que geram, retro-alimentam e moldam nossa produção. Questionamos, questionamos o corpa da disciplina, questionamos a nós mesmos como produtores. Arriscamos, às vezes mais do que a conta, cegos pela emoção do projeto. Meditamos as decisões, até chegar a um resultado impecável. Queremos fazer o que fazemos. Detestamos o que fazemos. Somos voluptuosos. Somos austeros. Somos otimistas.
Equipe formada por Matías Carballal, Andrés Gobba, Maurício López e Alvaro Mendes. Vencedores do concurso para a construção da sede do CREA – PB 2010, do concurso Conaprole 2008, e do concurso do Edifício Delamar.



Plan b é um escritório de arquitetura que define o trabalho através de uma prática em que o estatuto de igualdade é dada ao diálogo, desenho, viagens, layout, construção, etc e que são tratadas de forma contínua, profissional ou acadêmica situações, publicação de livros, aulas na faculdade ou construção de imóveis. Plan b confia no trabalho colaborativo, para fazer dela uma declaração sobre a arquitetura e compreende a prática e o projeto arquitetônico como situações em aberto, acordos provisórios, fenômenos não impostos embutidos em redes eco-sociais, seja local ou mundial.
Desde 2000 a 2005, este grupo de trabalho foi liderado pelos arquitetos Felipe Mesa e Alejandro Bernal, de 2006 até 2010 foi liderado por Felipe Mesa, e é atualmente liderada por Felipe Mesa, em parceria com Federico Mesa.
O  trabalho do Plan b é gerado principalmente através da participação em concursos de arquitectura, e a colaboração com outros profissionais nos projetos é constante e diversificada. Ao longo dos anos de trabalho foi compartilhado com pessoas como Miguel Mesa (Mesa Publishers), Juan David Diez (Taller Standard), Federico Mesa, Camilo Restrepo, Giancarlo Mazzanti, Felipe Uribe, Ana Elvira Velez, Izaskun Chinchilla e Hernando Barragan Maria José Sanin.



Studio Paralelo é um escritório de arquitetura com sede em Porto Alegre. Desde sua fundação em 2002, o Studio aposta na idéia de grupo e no que isto significa - complemento, variedade, idéias, precisão, pesquisa, personalização. Trabalham em parceria com arquitetos e outros profissionais buscando responder as demandas contemporâneas de viver e trabalhar sem discriminar escala ou programa, pois acreditam que uma boa arquitetura e comunicação visual podem tornar as nossas cidades mais interessantes
Primeiro prêmio no concurso para Sede da Inspetoria do CREA-PB em Campina Grande em 2010. Primeiro Prêmio no Concurso Nacional para a Sede da Conaprole. Montivideu, Uruguai – 2008, dentre outros.



Nascido em 3 de Outubro de 1980, em São Paulo, Brasil. Formado em Arquitetura pela FAU-Mackenzie SP, em Dezembro de 2004. Recebeu o Prêmio com o projeto Box House na Premiação IAB-SP 2008. Recém formado, recebeu o Prêmio Telésforo Cristófani em janeiro de 2005, com o projeto Memorial Heróis da Resistência. Colaborou com o escritório Esparq de 2001 a 2003, Hector Vigliecca & Associados 2003 a 2004, Carlos Bratke 2005 a 2006, Aflalo e Gasperini 2006 a 2009.



Arquitetos Associados é um escritório de arquitetura e urbanismo sediado em Belo Horizonte, Minas Gerais. Desenvolvido em paralelo à prática docente, o trabalho do escritório lida com uma extensa variedade de escalas e programas, da moradia individual a edifícios públicos e espaços urbanos. A participação intensa em concursos públicos de arquitetura permite à equipe a pesquisa arquitetônica em situações complexas quanto ao programa, ao sítio e às técnicas construtivas, associada à reconsideração da construção vernacular em edificações de pequena escala.
Receberam vários prêmios, dentre eles foram vencedores do 9º Prêmio Jovens Arquitetos de 2009, do IAB, na categoria Melhor Obra Concluída pelo projeto Centro Educativo Burle Marx em Inhotim, e finalistas do Prêmio Melhor da Arquitetura 2009, da revistas Arquitetura e Construção, na categoria Intervenção Urbana, pelo projeto Praça da Pampulha.

ÁLVARO PUNTONIhttp://gruposp.arq.br/


Formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAUUSP), 1987. Mestrado (1999) e doutorado (2005) pela FAUUSP. Professor de Projeto desde 1990. Atualmente leciona na Universidade Anhembi Morumbi (desde 1997), FAUUSP (desde 2002) e na Escola da Cidade (desde 2002) da qual é sócio fundador e Coordenador do Conselho Pedagógico. Professor convidado no Curso de Pós Graduação da FAU-Mackenzie e do Taller Sudamerica da FADU-UBA. Formou o escritório Arquitetura Paulista com Ângelo Bucci e Álvaro Razuk de 1987 até 1992. Com Ângelo Bucci trabalhou ainda de 1992 até 1996 e depois de 2002 ate 2004 no SPBR Arquitetos. Desde 2004 participa do gruposp.

OLIVEIRA JÚNIORhttp://www.7s34w.com


Oliveira Júnior é arquiteto e urbanista pela Universidade Federal da Paraíba e mestre em Engenharia Urbana pela mesma instituição. Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê nas disciplinas de projeto arquitetônico e desenho urbano. Líder do escritório 7S34W Studio onde desenvolve projetos de arquitetura e de desenho urbano. Premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Paraíba em 1997, 2002 e 2009. Em 2003 venceu o concurso para o Museu do Lixo organizado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. Ano passado obteve o prêmio ABCEM 2010 outorgado pela Associação Brasileira da Construção Metálica. Tem diversos trabalhos publicados em periódicos especializados nacionais e internacionais. Em 2010 foi selecionado com outros dois escritórios brasileiros para uma exposição de jovens arquitetos em Dejeon, Coréia do Sul.

RUA ARQUITETOShttp://www.rualab.com


A RUA surge da associação de Pedro Évora e Pedro Rivera. A principal atividade do escritório sediado no Rio de Janeiro é a criação de novos usos para o patrimônio histórico. A equipe requalifica sobrados do século 19 na região portuária da cidade para lá acomodar o Studio-X - laboratórios da Columbia University distribuídos pelo mundo que fazem pesquisa avançada sobre o futuro do ambiente construído - de cuja filial carioca Rivera é diretor.
Pedro Évora graduou-se na FAU-UFRJ em 2003, foi professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ entre 2007 e 2009. Atualmente desenvolve pesquisa em arquiteturas temporárias pelo PROURB.
Pedro Rivera graduou-se em 1997 na FAU-UFRJ, tem mestrado em urbanismo no PROURB e foi professor da Universidade Estácio de Sá entre 2005 e 2009. Atualmente é professor da PUC-Rio e diretor do Studio-X Rio / GSAPP Columbia University.


Inscrições

REGULAMENTO


A inscrição já está disponível e deverá ser efetuada via depósito bancário individual. Preencha a ficha de inscrição no site e faça o depósito na conta especificada abaixo e envie o comprovante de depósito.


Banco Santander
Agência: 3508
Conta Corrente: 013002542-9 

Observação: 1 - O valor de depósito deverá obedecer aos valores descritos na tabela de preços.
2 - O desconto cedido aos filiados ao IAB deverão ser comprovados por envio de comprovante de quitação da anuidade do IAB.  Caso contrário, o participante deverá pagar o valor integral da inscrição.



VALORES DE INSCRIÇÕES
Categorias Até 29.04 Até 31.05 No local do evento
Estudante R$ 190,00 R$ 220,00 R$ 250,00
Estudante Filiado ao IAB R$ 148,00 R$ 178,00 R$ 208,00
Profissional R$ 380,00 R$ 440,00 R$ 500,00
Profissional Filiado ao IAB R$ 296,00 R$ 356,00 R$ 416,00


Maiores informações: www.fjal.com.br

Arquitetura & realidade

DO LUXO AO LIXO
(o lixo nosso de cada dia)
José Wolf

Acabou a folia. E, agora, José, perguntaria o poeta Carlos Drummond de Andrade. Do luxo das fantasias e alegorias das Escolas de Samba, restou, na realidade, só o lixo, que invadiu ruas, esquinas e calçadas das grandes cidades, como São Paulo, concorrendo com as bitucas de cigarro e as gomas de chicletes jogados fora.



E por falar nisso:
*
Lixo? Apesar de não sair vencedor da 83ª edição do Oscar, neste ano, o documentário “Lixo extraordinário”, cooprodução cinematográfica brasileira e inglesa, colocou em pauta um problema que começa a despertar, cada vez mais, a consciência da sociedade e da opinião pública: o do lixo.



Seja o lixo urbano, hospitalar, residencial, plástico, orgânico (sem falar do lixo mental), seja o lixo eletrônico,
dos chips, das pilhas, válvulas, dos celulares etc., constitui um assunto ou tema emergente num momento, no qual se amplia o debate sobre meio ambiente, a sustentabilidade e preservação do planeta, despertando a atenção da mídia para questões que poucas vezes foram diagnósticadas pela Arquitetura.
Até a campanha de Fraternidade da Conferência dos Bispos do Brasil se engajou, este ano, em defesa da preservação do planeta.



Lixo? De acordo com o Dicionário Aurélio: aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua, que se joga fora. E, no sentido simbólico, algo inútil, desprezível, sem valor, despretigiado, algo com prazo de validade vencido.
Contrariando o Dicionário, o lixo tem sido fonte e matéria-prima para a sobrevivêmcia e o ganha-pão de muitos catadores de lixo anônimos, com os quais nos cruzamos todos os dias, arrastando suas carroças repletas de dejetos descartáveis. A propósito, poderia ser até tema do enredo de alguma Escola de Samba.

Mas, em relação à Arquitetura, o que representa o lixo?
“Ao elaborar algum projeto, defrontamos, sem dúvida com o desafio da lixeira”, concorda o prestigiado
arquiteto Marco Antonio Borsoi. Como solucioná-lo?, eis a questão. Antigamente, eram as obsoletas lixeiras
coletivas, substituídas, agora, em muitos edifícios e condomínios por cestos plásticos, recolhidos à noite por
funcionários e depois por caminhões da Prefeitura. No Japão, por exemplo, cada cidadão é responsável pelo lixo que produz. País, por sinal, que foi vítima de um terrível terremoto e de um tsunami devastador, além do vazamento radioativo de usinas nucleares, que colocou o mundo em estado de alerta sobre as fontes de energia.

Lixo? Para o arq. Mario S. Pini, fundador da revista AU, numa visão mais ampla, o lixo urbano é um problema que tem a ver mais com o planejamento urbano do que com a Arquitetura. 

“Sem dúvida, é um problema real, que muitas vezes, concordo, foi esquecido pelos arquitetos”, admite Fernando Serapião, ex-editor da revista Projeto e atual editor da revista “Monolito”.

A multiprofissional Betânia Sampaio, ex-estagiária do escritório Gasperini, em São Paulo, e atual designer de grifes de bijuterias famosas, desmistifica a questão da sustentatibilidade tão decantada pelas revistas especializadas. “ Não uso isso como bandeira ou rótulo de meu trabalho – ressalta, ao reconhecer – que há uma nova consciência sobre o lixo que prodizimos E sobre o qual, precisamos repensar”

Recentemente, o jornal “Agora” publicou uma reportagem instigante sobre o desperdício que podemos detectar nos lixos e aterros sanitários das grandes cidades: são garrafas, vidros, metais, madeira, aparelhos eletrônicos, pedras, móveis, azulejo, pias, torneiras, geladeiras, computadores, que poderiam ser reciclados e
reaproveitos em novas construções.

A exemplo do que vêm fazendo cooperativas de moradores da periferia e subúrbios de várias cidades, com a orientação, inclusive, de arquitetos anônimos ou consagrados. Um bom exemplo dessa experiência já foi sinalizada, nos anos 80, pelo arq. Izaak Vaidergorn, ex-professor da Unicamp (Campinas/SP). Ao construir sua casa nos arredores da cidade, utilizou-se basicamente de material de demolição e entulho, que catava pelas ruas e caçambas. Entre tantos, portas, janelas, esquadrias, móveis, madeira, azulejo etc. Que, a seguir, completava, com outros materiais que estavam faltando.

“Por que não transformar o lixo em luxo?”, pergunta a empresária Maria Isabel, que decidiu investir no segmento de produtos descartáveis e degradáveis etc.

As imagens, que vimos na TV, da destruição e do lixo causados pelo tsunami, no Japão, nos causaram, porém, profunda sensação de fragilidade de tudo, inclusive, das construções.`



"Na trama do filme Wall-E da Disney-Pixar os terráqueos embarcam numa viagem espacial sem prazo de retorno.  Deixam para trás um planeta consumido e descartado. Entulhado de lixo e com o meio ambiente totalmente degradado, a única forma de vida no planeta Terra que sobreviveu ao caos da poluição foi uma barata. Wall-E é um filme voltado ao público infanto juvenil e que dá um soco na cara de uma sociedade que precisa sair do estado de coma e retomar os rumos do destino das cidades em suas próprias mão." (Oliveira Jr)



Se você internauta, enfim, tiver alguma idéia sobre o assunto em questão, envie seu e-mail com alguma sugestão e proposta.


José Wolf é jornalista, ex-editor da Revista AU e edita o boletim do IAB-SP.

terça-feira, 15 de março de 2011

Design made in Paraíba



As arquitetas paraibanas Larissa Vinagre e Suellen Montenegro, criadoras da marca Designpp, lançam, agora o Designpp Studio, a sua linha de mobiliário assinada. As peças estão sendo expostas na 18ª Craft Design, em São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca.     Nelas, foram utilizados diferentes materiais e revestimentos, como o trabalho em macramê de chita, tampos feitos tanto com sisal coloridos trançados, como trabalhados com areias das praias da Paraíba, e marchetaria feita em madeira pínus. Os móveis expostos seguem o conceito da marca, que é criar peças para pequenos ambientes, e procuram levar para o público um pouco do artesanato da Paraíba na sua composição.

Cadeira Chita

Mesa Marley

Mesa de Jantar Tambaú

Centro Revival

Centro Ladeira 2

Centro Raiz Quadrada



Detalhe Centro Raiz Quadrada






Mais detalhes: www.designpp.com.br

quarta-feira, 9 de março de 2011

Fernando Chacel no Vitruvius

Fernando Chacel e a consciência ecológica e ambiental
Antônio Agenor de Melo Barbosa

Fernando Magalhães Chacel (1931) é, certamente, o mais conceituado e bem sucedido arquiteto-paisagista brasileiro da geração pós Burle-Marx (1909/1994). Com mais de 50 anos de atividades profissionais o que mais impressiona neste homem já de cabelos e barbas brancas é a sua enorme vitalidade e a dedicação ao trabalho na pesada rotina à qual se dedica diariamente no seu escritório no centro do Rio de Janeiro. É do 14º pavimento de um edifício na Avenida Almirante Barroso – com vista privilegiada para o Teatro Municipal e, ao fundo, o Aterro do Flamengo emoldurado pelo Pão de Açúcar – que Chacel concebe e conceitua seus projetos. Aqueles que tiverem a oportunidade de uma breve passagem por seu escritório poderão observar que Chacel, no momento, coordena e desenvolve dezenas de projetos paisagísticos em vários locais do Brasil. No Rio de Janeiro está à frente do projeto paisagístico da Cidade da Música – de autoria do arquiteto francês Christian de Portzamparc – que será implantado em breve na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

Como se não bastasse a grande quantidade de projetos que desenvolve no escritório; Chacel, que é Professor Visitante da Universidade de Montreal no Canadá, ainda dedica-se a coordenar (e lecionar) os cursos de graduação e de pós-graduação em Paisagismo da Escola de Design e Artes Visuais da Universidade Veiga de Almeida, também no Rio de Janeiro. Como professor de paisagismo já estruturou e desenvolveu vários cursos para o Instituto de Arquitetos do Brasil em muitas cidades do país e é também um conferencista muito requisitado não só no Brasil como também no exterior. Em meio a tantas atribuições, ainda assim, o sempre gentil e bem humorado Fernando Chacel concedeu esta entrevista exclusiva para o Vitruvius. Foram quase três horas de (boa) conversa onde o entrevistado relatou questões e fatos fundamentais para a correta compreensão da grande importância do profissional de Paisagismo no Brasil em um contexto tão adverso como o das nossas cidades, notadamente as metrópoles como Rio e São Paulo. Visivelmente emocionado em vários momentos da entrevista, Chacel derramou algumas lágrimas ao relembrar amigos e parceiros já falecidos, como também ao falar das injustiças e das grandes mazelas sociais existentes no Brasil.

Todavia, numa visão otimista de seu tempo, Chacel arrisca dizer aos mais jovens que esta é uma das profissões do futuro, não por estar vinculada a qualquer tipo de modismo, mas sim por que, no seu entendimento, o arquiteto-paisagista será um dos poucos capacitados a atender às demandas sócio-ambientais que o novo século introduziu.

Leia o artigo completo em:

Um recorte sobre Chacel

Fernando Chacel
"Não planejei ser paisagista. As coisas acabaram acontecendo na minha vida e, de repente, me associei a um botânico muito importante".


Fernando Chacel formou-se em 1953 na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual UFRJ). Entre 1952 e 1953 foi estagiário de Roberto Burle Marx, a quem atribui seu interesse pelo paisagismo. “O fascínio pela arte de Burle Marx, por suas cores, foi algo que me emocionou muito e me revelou um caminho no qual não havia pensado”, diz ele. O que mais chama a atenção no trabalho de Chacel não é o paisagismo de pequeno porte, as formas, volumes ou o conhecimento sobre espécies e materiais, mas o domínio da paisagem de grandes glebas, a recuperação ambiental de áreas de porte elevado. Nesse contexto, seu trabalho mais conhecido é o conjunto de projetos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como os parques Professor Mello Barreto e Fazenda da Restinga. E Chacel diz ainda que há muito a fazer por lá, principalmente na porção oeste. “É muita área”, ele relata. Nos intervalos do 3º Seminário Internacional de Paisagismo, realizado no início de junho, no Senac/São Paulo, Chacel concedeu esta entrevista a PROJETO DESIGN.

Distante das discussões sobre tendências ou mercado, Fernando Chacel é considerado, atualmente, o mais importante paisagista brasileiro. Ele acaba de ganhar uma honraria internacional, que, em suas palavras, é “um reconhecimento da Fundação Dembarton Oaks, de Washington”, instituição ligada à Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Como surgiu seu interesse pelo paisagismo?
Minha formação primeira foi a de arquiteto. Meu interesse pelo paisagismo surgiu exatamente quando fui trabalhar no escritório de Roberto Burle Marx, onde fui estagiário entre 1952 e 1953. Mas, na realidade, não fui trabalhar com paisagismo: fiquei encarregado de uma exposição que ele faria em Washington, nos Estados Unidos, e eu pintava os desenhos que ele iria expor. Foi quando conheci seu lado artístico.

Esse fascínio pela arte de Roberto Burle Marx, por suas cores, foi algo que me emocionou muito e me revelou um caminho no qual não havia pensado. Posteriormente, fui trabalhar na prefeitura, no setor de paisagismo, como uma pessoa que havia trabalhado no escritório de Burle Marx. Então, eu era visto como um paisagista e me deram uma praça para fazer.

E o senhor fez?
É uma história curiosa. Realmente eu não sabia o que fazer, nunca fizera uma praça na minha vida. Eu ainda tinha laços com Burle Marx e, então, fui ao arquivo dele, peguei uns dois ou três desenhos de situações semelhantes e, mais ou menos, fiz uma espécie de colagem. Para fazer os desenhos, deu certo. Utilizei a pedra portuguesa, aquelas formas amebóides. Na parte de vegetação fui procurar o mestre de jardim de Burle Marx, para que ele me explicasse o que era aquilo que eu via nos desenhos, aquela determinada planta, e comecei a entender os projetos.

Criei um produto final. Fiz um desenho a guache, técnica com a qual eu estava bastante sintonizado, e a impressão de meus colegas da repartição pública foi a de que se tratava realmente de um discípulo de Burle Marx. Ele nunca soube disso.

E essa praça foi executada?
Não, graças a Deus. Mas essa foi a minha primeira experiência profissional na área do paisagismo. Veja, eu não planejei ser paisagista. As coisas acabaram acontecendo na minha vida e, de repente, me associei a um botânico muito importante, Luiz Emygdio de Mello Filho. Posso dizer que ele foi a pessoa mais importante na minha formação. Na ocasião, fechamos um contrato com a Central Hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, para fazer uma série de trabalhos na barragem de Furnas. Foi quando comecei a entrar em outra área, embora com o raciocínio ainda muito ligado à idéia de jardim. Os trabalhos de Furnas também foram vistos por Lucas Nogueira Garcez, da Cesp [Companhia Energética de São Paulo]. Ele gostou e me convidou para trabalhar na Cesp. Então eu trabalhei três anos para Furnas e dez anos para a Cesp.

Que tipo de trabalho?
Foi na Cesp que realmente houve a grande virada de meu trabalho de jardinismo para algo mais ambiental. E foi exatamente na barragem de Paraibuna, em São Paulo, que tive a primeira experiência no sentido de recuperação de uma área degradada, de restauração paisagística. Já havia a visão de se fazer alguma coisa para recriar, com plantas nativas, algo que se assemelhasse ao ecossistema original.

Ainda não existia, contudo, esse conceito de ecogênese tão forte. Em Paraibuna, trabalhei também com um dos nossos grandes ambientalistas, que é Aziz Ab’Saber. Aprendi muito com ele. Nós realmente começamos a fazer um trabalho de produção de mudas, o que foi uma espécie de embrião para obras que se desenvolveram depois, com uma série de pessoas do setor ambiental, como agrônomos e engenheiros florestais. Esse foi o primeiro trabalho sistemático nessa linha de pensamento.
Nesse contexto, o senhor considera o trabalho de Burle Marx mais de paisagismo ou ambiental?
O paisagismo também é ambiental. Hoje mostrei [no seminário] projetos que ele fez com biólogos, como os que elaborou para as lagoas [Grupo Biológico das Lagoas, no Rio de Janeiro], que são trabalhos ainda em voga. Embora não executados, são ecogenéticos. Não foram realizados porque não era o momento, sobretudo porque não havia pressão de lei.

Em entrevista para PROJETO DESIGN, Rosa Kliass afirmou haver no Brasil duas correntes paisagísticas: uma de Roberto Burle Marx, a outra de Roberto Coelho Cardoso. O senhor concorda com essa visão dos dois Robertos?
Concordo, embora os dois tenham atuado de formas muito diferentes, com influências diversas. Roberto Coelho Cardoso vem de uma escola californiana. Apesar de seu nome português, ele era filho de americano. Cardoso prestou um grande serviço porque tinha uma cátedra, era professor de paisagismo. Ele influenciou toda uma geração de alunos, o que foi um trabalho muito positivo. Mas, como paisagista, eu não compararia Roberto Cardoso com a arte de Burle Marx.

O que Burle Marx fez na área da botânica é insuperável. Mas que existem os dois Robertos, isso é verdade. Eu acho, contudo, que são escolas muito diferentes. Nunca vi em Roberto Coelho Cardoso o menor interesse pela ecologia; ao contrário, ele tinha um trabalho extremamente construtivista, que era muito diferente do de Burle Marx.

Há grandes diferenças de escala nos trabalhos que o senhor realiza, não?
Eu trabalho nas escalas mais variadas. Vou falar um pouco de meus escritórios. São dois pequenos escritórios, um em São Paulo, com meu sócio Sidney Linhares, e um no Rio de Janeiro.

Nós trabalhamos de forma complementar. A maioria dos nossos clientes, embora o escritório em São Paulo também tenha trabalhos muito grandes, está concentrada no Rio. Talvez por causa desses projetos na Barra da Tijuca, que abriram um grande campo de atuação para nós, sobretudo por responderem a problemas legislativos. Então, nesse sentido, nós somos muitas vezes chamados nos empreendimentos antes do arquiteto. Nós trabalhamos também no âmbito dos impactos ambientais, sempre no sentido de criar ecossistemas de compensação, de substituição.

Qual o porte dos escritórios?
São pequenos, e cada um deles tem, por coincidência, equipe formada por cinco membros. Mas temos o dobro disso em número de consultores externos, que pertencem, sobretudo, às áreas de agronomia, engenharia florestal e biologia.

Nosso trabalho, nas mais variadas escalas, é feito muito em cima disso. Eu acho que importante proje-tar em todas as escalas, e gosto muito de trabalhar na pequena dimensão, porque é aí que surge uma série de detalhes para os quais você não dá atenção na grande escala - embora mesmo nesta, quando se setorizam os compartimentos paisagísticos, passa-se da grande à pequena.

Com essa visão ecológica, o senhor não se incomoda de trabalhar com empreendimentos imobiliários?

Depende do empreendimento imobiliário. Há alguns deles com os quais prefiro não trabalhar. Hoje está difícil, porque a estética atual dos empreendimentos não é aquela que satisfaz meus sentimentos. Eu não posso concordar ou deixar de concordar. É muito complicado porque, na realidade, essa estética adotada por eles vende.

Dê algum exemplo de seus projetos de pequena escala.
Primeiro, uma série de residências. Depois, não tão de pequena escala assim, tenho praças públicas. Há uma em especial, que infelizmente hoje está degradada, mas que ficou muito boa, no Rio de Janeiro: a praça Antero de Quental. Ela foi destruída por falta de conservação.

O senhor falou, em sua apresentação no seminário, a respeito das diferenças entre Rio de Janeiro e São Paulo. Existem declarações polêmicas suas, dizendo que para São Paulo, em alguns casos, a solução é demolir.
Passa por isso. São Paulo já começou, na área da arquitetura, a demolir muita coisa. Eu fiz um projeto para o parque D. Pedro 2º, que infelizmente está com as obras paradas, no qual estavam previstas demolições. Sobre esse parque, acho que há uma coisa muito importante a destacar. Nele, tudo o que era tido como problema eu achei que representava soluções. Por exemplo, a presença de um terminal de ônibus, do metrô, do VLT [veículo leve sobre trilhos]. Esse é realmente o parque do povo, o parque do não-automóvel. Chega-se a ele por meio de transporte público e isso é muito importante. Qualquer um pode ir ao parque, utilizando ônibus, VLT ou metrô. E outra coisa: nós abrimos a estação do metrô para dentro do parque. Isso será possível quando a obra estiver pronta.

E como está o andamento das obras?
A obra está parada pela metade, parece que a firma vencedora da concorrência faliu. Também não tive nenhum contato durante a mudança de administração das prefeituras, mas acredito que os trabalhos serão retomados. E eu conto com isso porque quem está encarregado de retomar o processo é exatamente a pessoa que promoveu este seminário, que é Plínio de Toledo Piza Filho. Com ele, fizemos uma das margens daquela caixa que se chama rio Tamanduateí também. E fizemos a outra margem. Nesta nós idealizamos um grande trabalho de recuperação da área e criamos zonas de interesse para a coletividade, que é muito carente.

O senhor acabou de ganhar um prêmio internacional.
Na realidade, é um reconhecimento que veio de uma entidade muito importante, a Fundação Dembarton Oaks, de Washington, nos Estados Unidos. Ela trabalha com a Universidade Harvard. Há um setor que se ocupa de paisagismo na fundação, e que está preocupado em fazer, dentro do seu grande acervo, que inclui jardins dos séculos 17 a 19, também uma parte com projetos contemporâneos.

E qual é a idéia desse acervo de projetos contemporâneos?
Eles querem fazer um acervo relativamente pequeno, com projetos que consideram diferenciados. E eles demonstram esse reconhecimento exatamente com base nesses trabalhos de ecogênese. Eu tenho muitos trabalhos nesse sentido, o que não impede que eu continue a elaborar outras propostas também, mais tradicionais. Mas é um trabalho para o qual sou muito solicitado por causa da legislação. Há a obrigatoriedade de fazer esses projetos. O empresário ou o promotor de determinado plano de desenvolvimento tem obriga- ção de fazê-lo, porque do contrário ele não obtém licença para o empreendimento.

Ainda há muito que fazer na Barra da Tijuca?
Muito. Eu diria que a Barra Leste foi a da restituição, mas a Barra Oeste, da avenida Ayrton Senna, é a da reconstituição, da reconstrução da paisagem. E aí ainda há muito trabalho para fazer. É muita área.

O senhor está fazendo ainda, na Barra, a Cidade da Música? É uma parceria com o escritório do arquiteto francês Christian de Portzamparc?
Além de ele ser um arquiteto extraordinário, o trabalho dele é igualmente extraordinário. Portzamparc é uma pessoa de elevadas possibilidades, realmente muito especial. Porque é difícil um arquiteto ceder um projeto seu para uma parceria.

Portzamparc fez um trabalho em que havia pilotis. Normalmente, estes seriam idealizados pelo arquiteto, mas, como ele pediu que esses pilotis fizessem parte integrante do parque, passou a criação para mim. Isso é raríssimo entre os arquitetos. E não foi algo imposto. Ele está muito satisfeito com o resultado. É um trabalho muito bonito.

Está andando?
Sim, esteve um tempo parado, mas deve terminar por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, em 2007. Ele ficará pronto, mas não aberto ao público. Nós fizemos um parque temático, que é exatamente uma espécie de restauração de todos os elementos da paisagem original da Barra da Tijuca, ou seja, da restinga e do manguezal.

O senhor acredita que exista no Brasil alguma cidade que seja mais avançada em termos de políticas ambientais?
O Rio de Janeiro está bastante avançado nesse aspecto, porque tem uma Secretaria de Meio Ambiente muito ativa e muito correta nas suas ações. Eles têm criado áreas de proteção ambiental às vezes dentro de um terreno, o que é muito raro, porque uma APA em geral atinge toda uma região.

No Rio existem APAs localizadas dentro de um simples terreno porque envolvem valores ecológicos. Um exemplo é a APA das Tabebuias. Essa área é grande, tem quase 600 mil metros quadrados, mas cerca de 200 mil estavam ocupados por um último fragmento de mata paludosa, que está em extinção na Barra da Tijuca. A Secretaria de Meio Ambiente achou por bem segurar esse último fragmento e criar ali uma área de proteção, de preservação, e deixar que fosse feito um desenvolvimento mais reduzido em termos de ocupação.

Por Evelise Grunow e Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 305 Julho de 2005

A paisagem está de luto

Falece Fernando Chacel
Paisagista carioca é enterrado nesta segunda-feira de Carnaval
Rio de Janeiro


O paisagista Fernando Chacel faleceu neste domingo, dia 06 de março de 2011, por volta das 14h. O enterro ocorreu na manhã da segunda-feira, dia 07 de março, às 13 h, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

O carioca Fernando Magalhães Chacel, arquiteto paisagista formado pela Faculdade Nacional de Arquitetura, foi estagiário de Roberto Burle Marx ainda estudante. Com o mestre aprendeu, segundo suas próprias palavras, “o ofício de paisagista, por pensamentos, palavras e obras”.

Chacel é autor de Paisagismo e ecogênese, livro publicado em 2001 pela editora Fraiha do Rio de Janeiro. Foi consultor ambiental, professor visitante da Universidade de Montreal e coordenador dos cursos de graduação e de pós-graduação em paisagismo na Escola de Design e Artes Visuais  da Universidade Veiga de Almeida no Rio de Janeiro.


Fonte: http://www.vitruvius.com.br/

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ana Sybelle Beltrão

Residência no Condomínio Bouganville















Clique no link e veja a localização da obra: http://migre.me/40jCG


Ana Sybelle é arquiteta graduada pela Universidade Federal da Paraíba e tem escritório próprio em João Pessoa onde desenvolve projetos de arquitetura e de interiores.

Fotos: Diego Craneiro (disponibilizadas pela arquiteta no Facebook)