sábado, 19 de maio de 2007

Shopping do Automóvel João Pessoa







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Ficha técnica:
Arquitetura: Oliveira Júnior, Manoel Farias e Glauco Brito
Estrutura: Sandro Valério
Elétrica: Oscar
Construção metálica: Metalúrgica JC
Projeto: 2003
Obra: 2004
Local: João Pessoa/PB
Fotos: Oliveira Júnior e Arquivo do Shopping do Automóvel JP
Terreno: 14.163m²
Construção: 5.755m²

Shopping do Automóvel João Pessoa







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Ficha técnica:
Arquitetura: Oliveira Júnior, Manoel Farias e Glauco Brito
Estrutura: Sandro Valério
Elétrica: Oscar
Construção metálica: Metalúrgica JC
Projeto: 2003
Obra: 2004
Local: João Pessoa/PB
Fotos: Oliveira Júnior e Arquivo do Shopping do Automóvel JP
Terreno: 14.163m²
Construção: 5.755m²

Loja Norma Pedrosa






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Ficha técnica:
Arquitetura: Oliveira Júnior
Colaborador: Manoel Farias
Estagiário: Ricardo Vidal
Fotos: www.caciomurilo.com.br
Projeto: 1999
Obra: 1999
Área: 97,00m²
Local: João Pessoa/PB

Loja Norma Pedrosa






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Ficha técnica:
Arquitetura: Oliveira Júnior
Colaborador: Manoel Farias
Estagiário: Ricardo Vidal
Fotos: www.caciomurilo.com.br
Projeto: 1999
Obra: 1999
Área: 97,00m²
Local: João Pessoa/PB

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Acácio Gil Borsoi

Residência Cassiano Ribeiro Coutinho
Andressa Matos, Leila Azouz e Priscilla Matos (1)


Fonte: Revista AU 84


Fonte: Revista AU 84


Fonte desconhecida



A residência Cassiano Ribeiro Coutinho localiza-se na Avenida Epitácio Pessoa, nº 1090, bairro da Torre, João Pessoa, Paraíba. Foi projetada por Acácio Gil Borsoi a pedido do primeiro proprietário, em 1958, com a finalidade de criar uma residência para a sua família numa área mais nova e valorizada da capital do Estado.
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A família Ribeiro Coutinho conhecida por sua riqueza oriunda dos engenhos de açúcar já havia construído grandes casas na cidade como a residência na Avenida João Machado. Portanto, como sua família, Cassiano Ribeiro Coutinho, proprietário de grandes extensões de terra nas cidades de Santa Rita, Cruz do Espírito Santo e Sapé – onde foi prefeito duas vezes – construiu uma grande casa na então área nobre da cidade, contratando um arquiteto de renome para projetá-la, Acácio Gil Borsoi.
A obra foi executada pela empresa de engenharia Figueiras e Jucá, com paisagismo de Roberto Burle Marx, foi finalizada em 1958, sendo considerada um marco da arquitetura moderna brasileira em João Pessoa.
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Pelos documentos encontrados, a data da construção é de 1958, no entanto a obra apresenta fortes características modernistas típicas da Escola Pernambucana de meados do século XX que denunciam a sua idade. Sua volumetria, leve e limpa, a forma como os materiais foram utilizados (aparentes), a composição espacial interna (fluidez espacial) e a utilização de elementos construtivos típicos (cobogós, brises e azulejos) proporcionando elegância e simplicidade permitida através do novo arranjo estrutural.
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Ao projetar a casa, Borsoi não levou em consideração apenas os aspectos funcionais, mas também a relação interior/exterior, na filtragem da luz e na vista para o jardim, como pode ser visto na sua implantação com afastamentos generosos dos limites do terreno, dando destaque ao afastamento frontal, diferenciando-se das construções do seu entorno, garantindo continuidade, integração com a natureza, transparência, iluminação e ventilação natural.
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A edificação foi construída em quatro níveis de pisos: o primeiro destinado à área de serviço (dependência de empregada, lavanderia, apoio para a piscina, copa, depósitos e sala de jantar); o segundo nível onde se encontrava a área social da casa, com entrada principal e sala de visitas; o terceiro nível com as áreas sociais íntimas (sala de estar e escritório) e cozinha; e o quarto nível onde se encontrava a área íntima da residência (quartos e banheiros).
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Essa solução, com vários pavimentos, era comum ser adotada em muitas residências modernas, devido à preocupação com a melhor orientação solar e dos ventos, além da qualificação do espaço, sem necessidade de separação com divisórias, permitindo a visibilidade de um nível para o outro e aumentando a fluidez.
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Sendo estruturada em níveis e tendo como característica das suas obras a marcação volumétrica das funções, a residência possui volumetria dinâmica, com áreas assentadas diretamente no piso (primeiro nível) e áreas elevadas por pilotis (quarto nível), hierarquizando os espaços apenas pela visão externa da casa. No interior, a volumetria era sentida pelo arranjo espacial, com espaços generosos, fluentes, rampas de circulação, além do apelo plástico, quase escultural dos grandes vãos, dos balanços, possibilitados pelas facilidades do concreto armado que a estrutura, muitas vezes aparente, passa a ter.
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Uma volumetria tão arrojada só seria possível, se fosse estruturada com a tecnologia que permitisse sua leveza e desenho característico. O concreto armado é um material apropriado para tal finalidade, como fora provado pela construção de Brasília que havia terminado apenas três anos antes do término da construção desta residência. Como era uma estrutura inovadora na cidade, foi deixada aparente como elemento de composição da fachada e da volumetria.
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Os pilares com formas inusitadas, até então, elevavam o bloco dos dormitórios, formando pilotis, e uma viga inclinada unia tal bloco ao social-íntimo, unificando assim a volumetria da residência.
Também estavam presentes, em sua composição, as vedações de alvenaria e de esquadrias, de madeira e vidro, formando painéis que tomavam algumas fachadas, compondo panos únicos, como dizia o lema da fachada livre defendido por Le Corbusier, ritmados, possibilitando uma interação entre interior e exterior por causa da transparência.
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As poucas paredes eram em alvenaria de tijolos cerâmicos, revestidos por diversos materiais, ou em combogós de louça, estes também eram utilizados nas fachadas como grandes painéis cujos revestimentos, de tijolo aparente ou cerâmica amarela, contrastavam com a transparência dos painéis de esquadria e, ao mesmo tempo, com o denso verde dos jardins e o cinza da estrutura de concreto.
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Uma brincadeira proporcionada pelo arquiteto foi a inclusão de uma parede coberta por pedra granítica no interior da casa, que faz a ligação entre os quatro níveis, aumentando assim a noção de interação de interior e exterior.
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O piso, no exterior, foi utilizado como elemento de composição do jardim, sendo feito com pedra granítica ou com granilite. No interior, foram utilizados assoalhos, nas áreas íntimas e sociais, cerâmicas nas áreas de serviço e banheiros e carpete na rampa.
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Acácio Gil Borsoi

Fonte: www.arcoweb.com.br



.Carioca de Engenho Velho, filho de Antônio Borsoi (arquiteto e desenhista), Acácio Gil Borsoi (foto 06) diplomau-se em 1949 pela Faculdade Nacional de Arquitetura.
Antes de se formar, Borsoi já mantinha um escritório com Almir Gadelha e Artur Coelho, chegando a trabalhar com Alcides de Rocha Miranda e Afonso Reidy.
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Em 1951, ao aceitar o convite de Lucas Mayerhofer, mudou-se para Recife, onde lecionou na Escola de Belas Artes de Pernambuco e, em 1959, assumiu, como catedrático, a cadeira de “Composição de Arquitetura”, na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco, influenciando várias gerações de arquitetos nordestinos para uma arquitetura vinculada à problemática regional legitimada pela consciência crítica.
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Em Recife, casou-se pela segunda vez com a arquiteta e artista plástica Janete Costa, com quem convive até hoje e a quem atribui a mudança em seu modo de viver e pensar, além de atuar ao seu lado, na restauração de edifícios históricos.
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A convite do engenheiro Ayrton Carvalho, montou seu primeiro escritório em uma sala, nas dependências do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Seus primeiros projetos estavam muito ligados à arquitetura de Niemeyer – pilotis e a leveza das formas -, contudo se preocupava com a proporção e harmonia.
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Em sua atuação inicial no Recife, Borsoi fez um ajuste gradual dos princípios modernistas à realidade nordestina, marcada por contrastes sócio- político econômicos, onde a forma cede lugar à proposta arquitetônica mais livre, menos acadêmica, com intervenção construtiva do arquiteto, gerando uma comunicação com o usuário, a cidade, a memória, a mão-de-obra e a cultura locais, onde o arquiteto passa por um processo de aculturação e de releitura dos princípios oficiais do modernismo.
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Seu primeiro projeto moderno no Nordeste foi a casa Lisanel Melo Mota, ainda nos moldes da arquitetura de Jorge Moreira, de Niemeyer, com planos inclinados e chanfrados. Em seguida, iniciou uma série de casas em Recife, João Pessoa, Maceió, Natal e Fortaleza, com uma arquitetura mais livre dessas influências e apropriada à região, marcando uma grande mudança na arquitetura destas cidades.
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Em 1964, Borsoi foi preso em uma missão de arquitetos do IAB a Cuba. Em 1968, abriu o escritório Borsoi Arquitetos e Associados, onde foram incorporados o design, interiores e paisagismo à sua produção.
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Nos seus projetos, sobressaem a luz, volumes e superfícies, a presença de varandas salientes e janelas em relevos, a composição hierarquizada, a volumetria marcada por recortes, silhuetas e cavidades, além de questionar as vanguardas racionalistas da década de 20, uma vez que sua obra reage ao formalismo, busca a espontaneidade e adaptação do edifício aos materiais tradicionais e ao lugar.
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Merecem destaque as obras públicas que assumem um caráter monumental, no sentido de inserção com a paisagem urbana e natural. Os projetos residenciais ocupam importante lugar em sua obra, pois a clientela rica e ansiosa por modernização é a primeira da arquitetura moderna e a principal promotora do arquiteto. Contudo, Borsoi, com o reflexo do aprendizado trazido junto à Escola Carioca e o contato com Lúcio Costa e Affonso Reidy, mostra a preocupação de propor soluções que melhor traduzam as necessidades dos clientes.
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De volta ao Rio de Janeiro, nos anos 80, constrói a própria casa, síntese de sua trajetória, em que assume o papel de cliente. Na construção, basicamente em concreto, utilizou sistema de formas racionalizadas e chapas de compensado resinado de 12 mm, como se fosse um jogo de armar.
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Portanto, as produções recentes confirmam a vocação do arquiteto mutante que constrói um momento da história da arquitetura brasileira do século XX.


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Notas
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1 Este texto foi redigido a partir dos resultados de uma pesquisa realizada pelos alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo/UNIPÊ, Andressa Matos, Leila Azouz e Priscilla Matos , para a disciplina Restauração e Revitalização I, de 2004, sob a coordenação do Prof. Cláudio Nogueira.



Rerências
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BRASIL, Álvaro Vital. 50 anos de arquitetura: Álvaro Vital Brasil. São Paulo: Nobel, 1986.
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AMORIM, Luiz Manuel do Eirado. Delfim Amorim, arquiteto. Recife: Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de arquitetura, 1991.
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RODRIGUES, Iara. Arte no Brasil. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1986.
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Documento: Acácio Gil Borsoi. IN Revista AU, Vol. 84. São Paulo: PINI, Junho/ Julho, 1999.
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WOLF, José. Arquitetura paraibana, sim senhor. IN Revista AU, Vol. 79. São Paulo: PINI, agosto/ setembro, 1998.
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UFPE, Arquitetura Brasil 500 anos. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2002.
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AMARAL, Izabel e NASLAVSKY, Guilah: Praça Fleming: um conjunto residencial orgânico?. MIMEO.
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AMORIM, Luiz Manuel de Eirado: Modernismo Recifense: uma escola de arquitetura, três paradigmas e alguns paradoxos. MIMEO.



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sexta-feira, 11 de maio de 2007

Mário Glauco Di Lascio

Residência Cavalcanti de Albuquerque (1)















Histórico do imóvel


O imóvel em estudo é um exemplar clássico da arquitetura moderna nos seus mínimos detalhes e foi projetado pelo arquiteto paraibano Mário Glauco Di Lascio, na década de 60, para os recém-casados João Cavalcanti e Regina Helena de Melo, que viria a ser cunhada do arquiteto.
Como presente de casamento o pai do noivo o presenteou com um terreno, cujo qual foi construído o imóvel. Logo após receber o presente, o casal foi até o arquiteto, que na época era namorado da irmã da noiva, para solicitar o projeto da residência. Ao chegar ao escritório de Mário, o casal já tinha em mente uma idéia primária da casa, pedindo ao arquiteto uma casa prática, fácil de limpar, funcional, sem espaços inúteis, ventilada, iluminada, e principalmente D. Regina não queria uma dessas casas “tortas”. Mário escutando e concordando com as solicitações dos clientes, apenas solicitou uma: “eu faço o projeto como vocês querem, agora me prometam que não vão modificar a casa no decorrer dos anos, e se for feito, vocês me consultaram”.
Então a partir daí, Mário Di Lascio, com o auxilio do jovem engenheiro Guilherme da Cunha Pedrosa, deu início ao projeto da residência, que queria que fosse uma proposta revolucionária para a época, com um programa de necessidades que atendesse aos pedidos do casal. Em entrevista ao arquiteto ele nos relatou que um dos pontos mais importantes nesse projeto é a ruptura da área intima da residência com a área social, já que na maioria das casas da época os cômodos davam para a sala. Ele nos diz ainda que um pedido da sua cunhada fosse que a residência estivesse isolada das dependências dos funcionários, e assim foi feito criando um bloco de serviço e dormitórios na parte posterior da residência.
Outro ponto importante na concepção projetual do arquiteto, foi à preocupação formal da casa, e para isso ele resolveu tomar como partido uma forma simples (trapezoidal), com coberta em uma água e o pavimento superior sustentado por pilotis. Como ele queria uma proposta inovadora pra a região, pensou que se colocasse apenas pilares ortogonais, talvez a idéia plástica que transmitiria não fosse a desejada, então com muitos estudos de forma e comportamento estrutural, chegou a solução de utilizar uma estrutura em V com um pequeno balanço que daria uma leveza maior ao seu projeto.
A residência foi um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna na Paraíba, causando muita curiosidade nos pedestres que circulavam pelo local na época da construção, que durou cerca de três anos, sob a inspeção do arquiteto que chegou até a colocar a mão na massa e executar algumas partes da estrutura e também para derrubar alguns elementos construtivos que dizia que não estava de boa qualidade, esse era um hábito comum naquela época, quando o próprio Mário diz: “o maior laboratório de arquitetura e construção é a obra, é lá que você sabe se o projeto ta bom ou não”.


O arquiteto Mário Glauco Di Lascio




Filho de Hermenegildo Di Lascio, construtor civil que fez nome na capital paraibana no início do século XX, quando veio trabalhar em João Pessoa a convite de um amigo que falava a respeito da escassez de mão-de-obra na construção no nordeste brasileiro. Então em 1929 nasce Mário Glauco Di Lascio, que sob forte influência de seu pai foi estudar arquitetura na capital paulista no ano de 1957 e pouco antes da metade do curso, com a doença de seu pai, Mário teve que voltar a João Pessoa para ajudá-lo com a construtora e uma loja de ferragens da família. Como em João Pessoa não tinha curso de arquitetura na época Mário tentou transferência para o curso de arquitetura da Escola de Belas Artes de Recife, mas não obteve sucesso.
Assim Mário Di Lascio teve que prestar novo vestibular para ingressar no curso na capital pernambucana, lá ele aguçou seu tato para arquitetura, já que em São Paulo teve um ensino mais voltado à engenharia, e viria em Recife a parte artística da profissão fazendo com que ele ampliasse seu leque de conhecimento, facilitando sua concepção projetual e consequentemente o uso de elementos estruturais como parte formal da arquitetura. Como parte de sua formação Mário freqüentou marcenarias, serralharias, canteiros de obras e laboratórios de propriedades dos materiais.
Como arquiteto Mário Di Lascio atua na Paraíba desde 1957, ano em que teve que deixar para trás uma viajem de especialização na Alemanha, por causa da morte de seu pai. Mas esse triste acontecimento não apagou o brilho do jovem arquiteto que viria a fazer sucesso em João Pessoa, com sua arquitetura de formas simples e funcionais, com elementos construtivos inovadores que atendiam e atendem até os dias atuais as necessidades dos usuários de suas obras. Sempre projetando com responsabilidade e pensando no conforto de seus clientes, Mário se utiliza de artifícios da arquitetura tropical para da um toque personalizado a arquitetura moderna produzida então no resto do Brasil.
Di Lascio participou da fundação dos cursos de Engenharia e Arquitetura da Universidade federal da Paraíba, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Paraíba, do Instituto Histórico e Artístico Nacional – Regional Paraíba além desses serviços Mário atua com seu escritório desde o ano de sua formação, projetando e construindo obras que ainda hoje são referencias de um período histórico da arquitetura nacional. É valioso ressaltar a importância dessas obras que possuem influências claras da Escola de Belas Artes de Recife, onde Mário conheceu Acácio Gil Borsoi, Delfim Amorim, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, entre outros ícones da arquitetura moderna no Brasil.
Na atualidade Mário Glauco Di Lascio atua em seu escritório, projetando, orientando trabalhos de graduação, dando entrevistas sobre suas obras e sobre arquitetura de maneira geral, sempre defendendo que a leitura é fonte de conhecimento e deve ser buscada, a fim de se inteirar das novas tecnologias e técnicas construtivas, das novas formas de pensar arquitetura, de construir espaços e também para obter embasamento histórico, que é fundamental para repensar espaços, analisando os dogmas, os estilos de vida das pessoas ao longo do tempo, enfim, todo o vasto conhecimento que a leitura nos traz.


Movimento moderno no Brasil

Não diferente de outros países do mundo, o estilo chegou entre nós graças à migração, visitantes europeus, retorno de brasileiros que estudaram na Europa e, principalmente, ao entusiasmo pelo novo estilo por parte das gerações mais jovens de arquitetos. Algumas enormes diferenças assinalam, contudo, o nosso modernismo: a boa condição econômica do Brasil, o desejo de o governo buscar uma nova face para a capital federal e uma brilhante geração de intelectuais e arquitetos, com penetração nas brechas do aparelho cultural do estado, transformou o estilo em uma nova linguagem inconfundivelmente brasileira e universal.
Os arquitetos modernistas derrotam os neocoloniais e acadêmicos no privilégio de definir as formas do Ministério da Educação e Saúde, o mais importante dos prédios estatais que alterariam a face do Rio de Janeiro, sob a coordenação de Lucio Costa foi montada uma equipe composta por Jorge Moreira, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernani Vascocelos e Oscar Niemeyer, que na época era recém-formado, contando com a colaboração de Le Corbusier, quando o mesmo veio em visita ao Brasil. Com esse projeto os modernistas se estabelecem com dominantes no campo arquitetônico através da vitória em mais dois pontos: o controle do patrimônio histórico e das teorias para produção de habitações populares nos centros urbanos.
O Serviço de Patrimônio criado pelos modernistas era responsável pela constituição de um “capital simbólico nacional” através da seleção e guarda das obras consideradas monumentos nacionais. Os “modernos” são considerados dignos pelo Estado de tornarem digna, em seu nome, a produção que sofrerá uma operação de sacralização através da inscrição nos Livros de Tombo e de uma legislação especial que impede o seu desaparecimento ou descaracterização.
Não se pode falar de arquitetura moderna brasileira, sem citar um dos grandes gênios desse período, o arquiteto Oscar Niemeyer, que ao lado Lucio Costa e de vários outros profissionais concebeu a mais importante obra moderna nacional – Brasília. Niemeyer é considerado responsável pela criação de uma linguagem própria que fornecia novas opções ao esgotamento que alcançaria várias décadas após, o racional-funcionalismo. Diferente da arquitetura de outros países latino-americanos que, de alguma forma se aproximavam do ideal gropiusiano de uma arquitetura anônima e impessoal, o Brasil era, então, nas palavras de Hitchcock Junior, “o centro de atividades do mais intenso talento individual da arquitetura, Oscar Niemeyer”.
Além de Oscar Niemeyer, atuou no Brasil uma brilhante geração de arquitetos com luz própria e linguagens particulares que contribuíram de forma especial para o registro arquitetônico de um estilo nacional, tais como Lucio Costa, Acácio Gil Borsoi, Luis Carlos Nunes, Sergio Bernardes entre outros.
Na capital paraibana o modernismo só vem se enquadrar como estilo vigente de arquitetura a partir da década de 50, com a renovação e ampliação do quadro de arquitetos e engenheiros, que regressaram a cidade após conclusão de seus cursos em outros estados do Brasil ou até mesmo na Europa, entre esses profissionais destacam-se Mário Di Lascio, Leonardo Stuckert Filho, Roberval Guimarães, e outros vindo de outros estados brasileiros para contribuir com a arquitetura modernista paraibana, tais como Acácio Gil Borsoi Sergio Bernardes e Roberto Burle Marx.
Em João Pessoa a Arquitetura Moderna recebia forte influência dos arquitetos atuantes em Recife e utilizava todas as adaptações climáticas e recursos tecnológicos inclusive o uso de cobogós e brises como elementos compositivos da volumetria.


Caracterísiticas arquitetônicas do imóvel

Com uma forma pura de linhas retas, Mário Di Lascio procurou atender todas as exigências do casal, que pediriam uma casa simples e, sobretudo funcional. Para a resolução do programa o arquiteto concebeu a residência, em dois níveis, onde no primeiro se concentra a área social, de lazer e de serviço e no segundo se encontra a parte intima de descanso.
No térreo, logo no inicio da casa, percebe-se um grande gramado, que já foi palco de um belo jardim, mas por motivos de praticidade e manutenção os proprietários decidiram elimina-lo, passando desse gramado indo a direção ao terraço vê-se o marco principal do imóvel, a coluna em V, que da um toque de leveza a fachada Sul. Do terraço já se vê o interior da casa, isso se dá, pela presença de esquadrias de madeira e vidro com portas sanfonadas que abertas deixam todo o vão da esquadria livre possibilitando uma ventilação cruzada leste oeste, que torna a casa agradável em todos os horários do dia.
Adentrando na residência logo se percebe a ausência de alvenarias de vedação entre ambientes, um dos pontos característicos do movimento moderno, na parte frontal encontra-se a sala de estar que esta interligada com a garagem, solução que revolucionou a arquitetura da época, e separada pela rampa de acesso ao primeiro pavimento está a sala de jantar e logo após a cozinha e banheiro, e toda a área de serviço.
No primeiro pavimento está concentrado os três quartos e um gabinete, anexado ao quarto do casal, todos estes com banheiro próprio. O que se percebe no andar térreo no que se diz respeito as paredes de vedação, se repete no andar superior, quando os quartos são separados da circulação apenas por armários que formam um painel para a circulação com vista de todo o andar térreo, que originalmente era de madeira de lei Jacarandá e, infelizmente teve que ser retirado. No gabinete percebe-se uma esquadria que, segundo Di Lascio: “tive que consultar dois livros de Le Corbusier e utilizar os cálculos matemáticos de proporção proposto por este, para desenhar esta esquadria e obter uma qualidade plástica satisfatória”.
Em toda parede oeste da casa percebe-se na parte superior da mesma, elementos vazados, que foram projetados e confeccionados pelo próprio arquiteto, utilizando uma mesa vibratória para da mais resistência aos elementos. Esses elementos foram desenhados de forma a não permitir a entrada da chuva no interior da casa e sim a passagem do vento, melhorando a ventilação.
A coberta da residência foi construída de forma dupla, ou seja, uma laje apoiada em vigas invertidas que logo acima dessa foram colocados lajotas de vedação, formando “caixas” ocas que foram preenchidas com pó de carvão e por ai passam toda a tubulação de água e energia da residência, além disso, esse sistema permiti um isolamento térmico e acústico.
No que se diz respeito à estrutura, essa foi pensada de maneira muito cuidadosa. Já que se tinha grandes vãos a vencer, sem dúvida o ponto mais interessante da residência, estruturalmente falando é o “pilar” em V, que nada mais é que um arco invertido com um único apoio. Para a execução desse elemento estrutural, foi necessária a paralisação de todos os funcionários que passaram o dia e a noite fiscalizando seu comportamento para que tudo ocorresse como planejado. Ligando as duas extremidades superiores desse arco tem uma viga atirantada que não permite que esse arco se abra, e a partir dessa viga sai outra que percorre todo o perímetro da casa.
Como elemento de circulação vertical foi empregado o suo de uma rampa que liga o térreo a primeiro pavimento, vencendo um vão de sete metros. Essa distancia levou ao arquiteto o desafio de propor uma estrutura mais leve possível, e este chegou a solução de fazer uma estrutura de viga mais grossa na parte central e ira afinando até as extremidades. Solução essa também empregada na circulação do primeiro pavimento, que apóia uma das extremidades da rampa. Um ponto que vale a pena ressaltar é o fato de que a rampa esta bem próxima ao pilar central da casa, mas se parar pra perceber esta não encosta no pilar e este não tem nenhuma ligação estrutural com a rampa.
Uma característica dessa residência é sua amplitude de visão, onde você da circulação do andar superior vê toda a área social da casa, já que esta tem pé direito duplo. É interessante também como o arquiteto resolveu a parte dos revestimentos, dando a cada ambiente um material diferente, percebendo o uso abundante de cerâmicas e pedras, tendo como pintura na cor branca algumas paredes, que se justifica pelo fato de que a proprietária queria praticidade e seria mais rápido e fácil pintar a casa de uma só cor ao invés de várias.
Para atender a um pedido do proprietário que não queria a falta d água em sua casa, Mário projetou um reservatório que tem dimensões muito maiores que necessitaria ter, garantindo assim um consumo diário sem a preocupação com o abastecimento publico de água.

Notas

1 Este texto foi redigido a partir dos resultados de uma pesquisa realizada pelos alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo/UNIPÊ, Brunno César Medeiros Porto e Monalisa de Souza Felinto, para a disciplina Restauração e Revitalização I, de 2007, sob a coordenação da Profa. Germana Terceiro Neto Parente Miranda..


Referências

AGUIAR, Wellington, OCTÁVIO, José. Uma cidade de quatro séculos: evolução e roteiro. João Pessoa: Grafset, 1985. 279p.

CAVALCANTI, Lauro. Quando o Brasil era moderno: guia de arquitetura 1928-1960. Rio de Janeiro: Aeroplan, 2001. 486p.

COLIN, Silvio. Uma introdução à arquitetura. Rio de Janeiro: UAPÊ, 2000. 196p.

MOURA, Fernando (org.). Cidade de João Pessoa: álbum de memória. João Pessoa: Moura Ramos, 2006. 104p.

RODRIGUEZ, Walfredo. Roteiro Sentimental de uma cidade. João Pessoa: A União, 1994. 280p.

SEGAWA, Hugo. Arquitetura no Brasil 1900-1990. São Paulo: EDUSP, 1997. 224p.

STUCKERT FILHO, Gilberto Lyra. Paraíba: capital em fotos, João Pessoa: F & A, 2004. 195p.

TINEM, Nelci (org.). Fronteiras marcos e sinais: leitura das ruas de João Pessoa. João Pessoa: UFPB, 2006. 304p.

Fotos
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Brunno Porto e Monalisa Felinto

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Clodoaldo Gouveia

Lyceu Paraibano
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Perspectiva do conjunto do Instituto de Educação
Fonte: (FARIAS SEGUNDO, 1999:19)

Construção do Edifício Central (Lyceu)
Fonte: (FARIAS SEGUNDO, 1999:24)


Fachada Posterior do Lyceu

Fonte: (FARIAS SEGUNDO, 1999:27)

Perspectiva do Edifício Central (Lyceu Paraibano)

Fonte: (FARIAS SEGUNDO, 1999:20)

Planta Baixa Pavimento Térreo

Planta Baixa Pavimento Superior


Aspectos históricos

"O projeto do então chamado Instituto de Educação, iniciativa do governo Argemiro de Figueiredo no ano de 1936, surge de modo a implementar a reforma educacional da Paraíba e é parte integrante de um processo de modernização por que passa o estado a partir da década de 20".
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Outro fator importante para a iniciativa do Instituto é necessidade de modernização do sistema educacional na Paraíba, possibilitando a infra-estrutura necessária para a formação dos que seriam os futuros professores paraibanos, aliado ao desejo de integrar-se ao projeto nacional de educação. Neste momento, o Brasil passa por uma reformulação do sistema de ensino, reflexo de uma mudança na educação que se impõe em todo o mundo, onde o aluno já não é, como antigamente, mero depositário das idéias e conhecimentos do mestre, porém elemento que vive e contribuí ativamente na educação geral do povo, através da formação, já desde a escola, da consciência da cidadania. No Brasil, estes conceitos são adotados em Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal, e o empreendimento do projeto do Instituto de Educação demonstra o esforço da administração pública paraibana em acompanhar esta evolução pedagógica".


A proposta arquitetônica original

"O plano do Instituto de Educação foi inicialmente concebido como articulação de três prédios: o Edifício Central, o Jardim de Infância e a Escola de Aplicação. Complementariam ainda o conjunto mais três prédios, que abrigariam a Escola de Puericultura, o Estádio e o Ginásio. Projetados em 1936, os três edifícios que iniciariam o Instituto seriam implantados no terreno limitado pelas avenidas Monteiro da Franca (atualmente inexistente), Duarte da Silveira, Tiradentes (atual Camilo de Holanda) e pelo futuro “park-way” da lagoa (atual Getúlio Vargas).

Observando a perspectiva do conjunto formado por estes três prédios, percebemos claramente a intenção de promover a interlocução entre eles. Sua implantação cria uma área interna que permite a articulação espacial e volumétrica dos edifícios, gerando uma área comum de circulação e permitindo uma leitura conjunta dos volumes, onde cada um dos prédios é projetado de modo a ter uma linguagem comum com os demais, evidenciando o caráter de conjunto arquitetônico. Vale salientar a preocupação no tratamento plástico dos volumes, trabalhados segundo a estética moderna, em linhas simples, sem decorações desnecessárias, mas recebendo um cuidado plástico rigoroso, tanto nas fachadas voltadas para as ruas quanto naquelas voltadas para a área interna. Outro fato a ser observado é que as relações entre os edifícios não se restringem apenas ao aspecto plástico. Como a forma destes edifícios está intrinsecamente ligada a sua função, é fácil concluir que a concepção espacial destes também tem seus pontos em comum.

No Edifício Central, o maior do plano, seriam instalados a Escola de Professores e a Escola Secundária, além de administração geral, biblioteca, museu, auditório, laboratórios, cantina, etc. O projeto previa três pavimentos, incluindo o terraço superior descoberto e uma torre, para instalação de um relógio. Além dos pavimentos já citados, a diferença de nível encontrada no terreno permitiria a construção de mais um pavimento com três salas, pavimento este que não aparece na perspectiva do prédio desenhada para o projeto.

A solução utilizada deixou de lado a tipologia normalmente empregada no período (edifícios com pátio central), adotando a distribuição das salas ao longo de duas alas, numa única direção longitudinal, articuladas ao centro pelos espaços administrativos, com acesso as salas por intermédio de corredores em “varandas” e situando as instalações sanitárias para alunos na extremidade das alas. Esta disposição em direção única possibilitou a melhor orientação do edifício quanto à insolação e ventilação, cuja proteção solar foi reforçada pelo uso de marquises e varandas abertas. A estrutura foi projetada para ser parte em concreto armado e parte em alvenaria de tijolo comprimido, sendo o concreto armado usado nas lajes entre os pavimentos, no terraço superior, e em toda a torre, incluindo fundações, além das lajes em balanço que formam as varandas e marquises.

O projeto previu a colocação de acessos independentes para as varandas de cada um dos pavimentos, de modo a reduzir o número de usuários e, consequentemente, diminuir a perturbação das aulas. Desta forma, os corredores de acesso servem a no máximo sete salas de aula. O acesso principal do edifício, que encontra-se acima do nível da rua, foi trabalhado através de uma escadaria que conduz ao patamar de entrada, e também através de uma rampa de concreto armado, em “S”, que conduz a uma série de salas de aula da ala esquerda do primeiro pavimento, prevendo o possível uso destas salas para cursos especiais, sem que haja a necessidade de utilizar o corpo central do edifício.

Segundo o projeto, o edifício seria composto, no 1o pavimento, de um hall, onde inicia-se a escadaria para os pavimentos superiores, 8 salas de aula, 2 salas para trabalhos, diretoria com banheiro, secretaria, sala para inspeção, sala para higiene, sala para professores, biblioteca, auditório com palco em semicírculo, vestiário, 2 banheiros nos extremos do pavimento, cada um deles composto de 8 wc’s e 6 lavatórios, dependência de serviço, terraço (patamar de entrada), área central descoberta e galerias cobertas que correm ao longo das salas de aula. No 2o pavimento, estariam um hall, 9 salas de aula, laboratório de física, laboratório de química, diretoria com banheiro, secretaria, sala para professores, serviço dentário, serviço médico, salão para museu ou exposições, vestiário, dependência de serviço, cantina, 2 banheiros, cada um deles com 8 wc’s e 6 lavatórios e galerias cobertas que dão acesso as salas de aula. Já o 3o pavimento seria formado pelo terraço superior, o terminal da escadaria e a origem da torre.
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Um ponto importante dentro do projeto deste prédio é a circulação vertical. Além da escadaria interna, foram concebidas escadas externas, funcionando como elementos de articulação funcional, que possibilitam o acesso direto as galerias sem que haja a necessidade de se entrar no edifício, o que possibilita o acesso mais rápido dos alunos às salas, além de distribuir mais uniformemente o fluxo, que já não precisa ser feito apenas em um ponto.
No tocante aos materiais utilizados, o projeto prevê piso em tacos de madeira, nas salas de aula, auditório e gabinetes de diretoria e secretaria, mosaicos cerâmicos nas entradas (halls), galerias, laboratórios, seções sanitárias e demais dependências. Na rampa, foi aplicado ladrilho anti-derrapante. As paredes internas receberiam aplicação de tinta sem brilho em toda a sua extensão, sendo que, nos halls e salas de diretoria seria aplicado um revestimento de marmorite até 1,50m de altura, sendo substituído por azulejos brancos na cantina e seções sanitárias. Já as paredes externas seriam revestidas em pó de pedra de diferentes tonalidades". (FARIAS SEGUNDO, 1999:17)



Ficha técnica


Arquitetura: Clodoaldo Gouveia
Projeto: 1936
Obra: 1939
Fotos: www.caciomurilo.com.br
Construção: Ítalo Joffily

Referências bibliográficas:

FARIAS SEGUNDO, M. B. Conjunto Urbanístico Educacional: proposta de recuperação de um espaço moderno. 1999. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2003.